O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e admirar suas qualidades.
Por tanto amor Por tanta emoção A vida me fez assim Doce ou atroz Manso ou feroz Eu caçador de mim
Quem sou eu
- BellCris
- Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
quarta-feira, 23 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Os melhores, os piores e os diferentes
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Hoje em dia, ou somos os mais bem vestidos, os mais viajados, os melhores cozinheiros, as melhores decoradoras, ou somos nada. Ou fazemos parte do time de vencedores, ou estamos do outro lado, perdendo. Vivemos num mundo absolutamente hierarquizado e maniqueísta: somos grandes ou pequenos, ricos ou pobres, integrados ou marginais.
Não que esse raciocínio seja destituído de lógica, mas incentiva pouco a criatividade. Julgar alguém melhor ou pior do que outro pressupõe que existam fórmulas soberanas, e melhor será aquele que obedecê-las. Admito que é utópico imaginar uma sociedade desprendida de juízos de valor, mas seria muito mais democrático, rico e estimulante um mundo onde a diferença fosse valorizada não como uma excentricidade, mas como busca de uma identidade própria.
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[...] para sermos eleitos os melhores ou piores temos que nos adaptar às regras do consumo e do conviver. Nenhuma miss ganharia a faixa se usasse piercing, nenhum advogado chegaria a juiz se desmunhecasse e nenhuma senhora teria sua casa fotografada para uma revista de decoração se não tivesse o teto da sala rebaixado com gesso. Somos, nem tanto por burrice, mais por reflexo condicionado, prisioneiros do julgamento alheio. Tememos outras alternativas que não sejam as já testadas e aprovadas. Os diferentes abrem caminhos, criam opções, sobrevivem da própria independência, enquanto os outros vêm atrás, concorrendo ao título de melhores ou piores em repetição.
Martha Medeiros
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